África em Nó(s) – Djanko Camara e Abayomi

Por | 16 de abril de 2014 às 12:19 | Sem Comentários | Apresentações, Pesquisa | Tags: , , ,

Em 2014 o Abayomi traça uma nova trajetória em parceria com Djanko Camara, artista do “Ballet Djoliba” de Guiné Conakry e estréia na Virada Cultural de São Paulo o espetáculo em processo “África em Nó(s)”. Trata-se de uma reinterpretação dos Ballets Africanos, configurados em intensa dinâmica entre dança e percussão. Remete à cultura viva que vem da tradição Mandeng, presente em países da costa oeste africana como Mali, Guiné, Senegal, Costa do Marfim, entre outros. África em Nó(s) sustenta-se na pesquisa de reinvenção e simbioses culturais, a que se propõe o grupo Abayomi.

Djanko atentoDunundance com Djanko CamaraDjanko Camara

Bailarino, músico, cantor e acróbata, Djanko Camara é um dos artistas contemporâneos mais destacados do Ballet Nacional Djoliba. Provém da região de Faranah, República da Guiné formando parte da etnia Malinke que habita o território. Começou sua formação na tradição de sua cultura aos 5 anos, sendo Fadouba Oulare seu primeiro mestre de percussão. Muito jovem, se muda para a capital Conakry para formar-se profissionalmente junto aos melhores ballets particulares e nacionais. Participou dos Ballet Bassikolo, onde recebeu formação de Bangaly Bangoura, grande bailarino dos Les Ballets Africaines.

Posteriormente participou do Les Ballets Africaine, onde trabalhou por 4 anos, logo depois foi convocado para ser o primeiro bailarino do Ballet Nacional Djoliba, onde trabalhou por mais de 8 anos, viajando por varios países da África e Europa.
Em 2012 chega à América do Sul, realizando cursos em Chile, Argentina e Brasil

O Ballet Nacional Djoliba foi criado em 1964 pelo presidente Sekou Toure após o fim da dominação francesa. Teve o apoio técnico e logístico do artista norteamericano Harry Belafonte e foi fundado para a valorização e promoção da cultura da Guiné pelo mundo.
Em sua missão pedagógica-artística e como conservador da tradição manden, o Ballet tem produzido inúmeros espetáculos e formado mas de uma centena de grandes bailarinos e percusionistas, como: Mamady Keita – M`Bemba Bangoura – Mabinty Bangoura – Mohamed Diarra – Galiguembe Camara – Youssouf Koumbassa – Babara Bangoura – Djanko Camara, entre muitos outros que habitam em diferentes países, trabalhando para preservar sua cultura e tradição.

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