Ainiké

Por | 15 de junho de 2016 às 11:18 | Sem Comentários | Apresentações, Destaque, Pesquisa | Tags: , , , ,

Projeto “Ainiké” foi um processo de pesquisa em Dança realizada pelo Coletivo Abayomi, com o apoio do edital de Fomento e Incentivo a Cultura Elisabete Anderle. De concepção de Simone Fortes, Ainiké propõe a criação de uma estética contemporânea para este trabalho, utilizando como base o gestual e o cotidiano do povo Malinkê da aldeia de Sangbarala, na Alta Guiné, localizado à beira do Rio Niger na África Ocidental.

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Ainiké significa ao mesmo tempo ‘oi’ e ‘obrigado’ na língua Malinkê, da África Ocidental. É uma expressão utilizada todos os dias ao nascer do sol na aldeia de Sangbarala, no noroeste da Guiné Conakry. Além das referências às corporeidades dos povos que habitam hoje a Guiné Conakry (oeste africano) pretende-se estabelecer, na linguagem da dança, elos com a cosmologia Yorubá afro brasileira como uma poética de encontro entre o Rio Niger e Oxum, o orixá representado pelos rios e cachoeiras no Brasil.

Este projeto incentivou a manutenção do repertório artístico do Coletivo Abayomi, que desde 2009 fundamenta seu trabalho na criação e desenvolvimento de vocabulário, padrões de movimentos e ritmos tradicionais de matrizes africanas no contexto da dança e música “mandén” (tronco linguístico do Oeste africano). Possibilitou a qualificação profissional dos integrantes com o artista guineano Djanko Camara e o cruzamento de repertório do Coletivo Abayomi com a incorporação de princípios e elementos da dança contemporânea, neste caso, dirigido por Zilá Muniz. Foi um total de 12 meses de encontros para pesquisa, capacitação e criação de material artístico numa possibilidade de criação de trabalho autoral. E este projeto não acaba por aí, pretendemos dar continuidade a esta pesquisa, que traz à cena, o contexto que habita hoje o Coletivo Abayomi.

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Ficha técnica:

Concepção e direção : Simone Fortes

Artistas, criadores/ intérpretes: Clarissa Rocha, Diogo Costa, Eduardo Baldan, Erik Dijkstra, Gabriella Souza, Leonardo Aquino, Renata Mazer, Roberta Alencar, Simone Fortes, Tomaz São Thiago.

Capacitação em Dança Africana da Guiné: Djanko Camara.

Orientação da pesquisa e formação em improvisação e composição: Zilá Muniz.

Local de ensaio: Fita Amarela, Casa do Ivan, Casa das Máquinas, Studio Áfrika.

Figurinos e cenário: Ana Pi.

Fotografia: Vanessa Sandre e Bettina D’Avilla

Filmagem: Guilherme Ledoux

Arte Gráfica: Bettina D’ Ávilla

Produção: Diogo Costa e Tomaz São Thiago

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