Imersão em ritmos e danças africanas na Lagoa do Peri

Por | 17 de maio de 2013 às 11:54 | Sem Comentários | Eventos | Tags: ,

Nos dias 10, 11 e 12 o Abayomi recebeu o bailarino Djanko Camara, de Guiné Conakri, para uma oficina de dança e percussão na Lagoa do Peri.

Djanko na oficina de dança

O cenário belíssimo da lagoa no sol de outono acolheu três dias de muito aprendizado, energia e suor! A impressão era de que havíamos fundado uma pequena aldeia e um novo idioma, onde misturávamos espanhol, português, francês e malinkê indistintamente. A boa vontade geral tornou a comunicação quase perfeita, ou assim nos parecia pelo menos. Entre muitos olhares, risadas, interjeições e gestos, Djanko e todos ali presentes vivenciaram a cultura da dança e da música africana sem barreiras de língua.

A oficina constituiu-se de duas horas de aula de percussão seguidas de mais duas horas de aula de dança, todos os dias. “Djanko Camara apresentou força e doçura”, foi um dos comentários. Com grande paciência, nos conduziu aos intrincados meandros dos diálogos de dununs e djembê e nos detalhes lapidares da movimentação da dança.

Percussão com Djanko

Djanko atento

Na noite de sábado, o local da vivência se tornou um espaço de celebração com a segunda edição da festa Wassa Wassa. A proposta desta, bem como em sua primeira edição, foi reunir em uma mesma noite os grupos musicais de cultura popular, africana e afro-brasileira da ilha. “Afro-lounge Semi-acústico. Soam os tambores na Lagoa do Peri para a segunda edição do Wassa Wassa. Este ano a proposta é uma festa de início de noite, em contato com a natureza exuberante. Mesa de frutas e cerveja artesanal Avatar para uma festa com uma programação de primeira”, é o que descrevia o nosso evento para o público em geral.

Soonanda

A noite, portanto, começou cedo com o DJ Renato Magrini recebendo a todos com West African Music: Highlife & Afrobeat. O grupo de mulheres La Clínica abriu o palco com tambores e performances seguido pelo som instrumental de Soonanda e Pife na Manga apresentando um pouco da cultura brasileira.

As caixas de som então foram desligadas para ouvir o som natural dos tambores do Abayomi, que contou com Djanko dando um show de improviso e comunicação com o público e os dançarinos. Para arrancar as últimas gotas de motivação da galera, André Farias e Teo encerraram a noite no samba de roda, demonstrando competência de alquimistas ao conduzir a energia coletiva pra uma catarse de encerramento digna dessa grande festa.

Caça Sonhos

No domingo, para os guerreiros que sobreviveram, as oficinas continuaram! Os que estavam acampados no local tiveram a oportunidade de curtir um mergulho na lagoa e saborear uma deliciosa mesa de frutas e pães para o café-da-manhã. Com parte do dia livre para descansar, a reta final das oficinas foi retomada às 16h, encerrando o fim-de-semana com chave de ouro.

Wassa Wassa

O grupo Abayomi agradece a todos que participaram deste lindo evento e a todas as mãos e mentes pensantes que trabalharam para que tudo isto, de fato, se contretizasse. Iniciativas como esta se tornam muito importantes por mostrarem a força da produção independente e da construção colaborativa na realização de um evento cultural de qualidade na ilha. Por isso, não vamos parar por aqui.

Fotos: Nó Cultural

Comentários

© 2014 Abayomi. Todos os direitos reservados.