A terceira revolução do djembê na ilha.

Por | 18 de outubro de 2011 às 17:20 | Um Comentário | Eventos, Oficinas UFSC | Tags: , , ,

Este fim de semana tivemos o enorme prazer de ganhar uma verdadeira surra do nosso querido professor Luis Kinugawa. Realizamos uma oficina de percussão de 6 horas no Colégio de Aplicação – UFSC, onde pudemos ser iniciados nos mistérios do Dununba, a principal família de ritmos dentro da escola tradicional de djembê da Guiné.

A oficina foi para fritar os neurônios. O aspecto marcante dos ritmos está no diálogo entre os dununs, os tambores de duas peles tocados com baqueta. Um verdadeiro exercício de concentração e persistência, dado a característica totalmente “fora do tempo” dos ritmos estudados.

Foi um marco do que está sendo a terceira revolução da história do djembê na ilha.

Primeiro tivemos a revolução promovida pelo nosso dinossauro-pai Nicolas Malhome, que trouxe o djembê para Florianópolis há mais de 15 anos (se quiserem falar bem, podem elogiar todo mundo, mas se quiserem falar mal, a culpa é do francês, hehehe).

Depois, em 2003 Luis trouxe os dununs para sua primeira oficina aqui na ilha, iniciando uma segunda revolução no estudo dos ritmos manden. E agora, em 2011, outra revolução começa com o estudo dos ritmos da família Dununba, famosos por sua complexidade.

Um dos pontos fortes da oficina foi o reencontro de velhos amigos e a presença da nova geração, percebendo a possibilidade de formarmos um núcleo de estudos de música tradicional africana e fazendo parte da rede África Viva, cuja proposta é articular grupos de pesquisa em cultura da Guiné pelo Brasil.

O aproveitamento foi muito bom, tanto dos iniciantes quanto da turma mais antiga. Deixou muito material para estudo e a vontade de conhecer mais!

Um comentário

  1. Turnê sul-americana de oficinas com Fanta Konatê e Djara Condê « Abayomi (5 anos atrás)

    […] que ela fundou junto com o percussionista e musicoterapeuta Luis Kinugawa (que aliás esteve por aqui há pouco tempo), e a viagem cultural realizada no mês de janeiro para a Guiné Conakry que é uma […]

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